RS Educ-1

Projecto Rede de Suporte Educacional

O projecto Rede de Suporte Educacional (RS EDUC-1), visa dar apoio financeiro e educativo às famílias carenciadas com dificuldades em colocar e/ou manter as crianças na escola – da primeira classe ao primeiro ciclo. A componente financeira, do apoio prestado, compreende, essencialmente, um financiamento de Kz 2.500,00 por criança, num máximo de 3 crianças por agregado familiar. A componente educativa, envolve a utilização de “Coordenadores” (alunos do Ensino Médio e/ou Universitário), que se deslocam, periodicamente, às residências das famílias carenciadas, para prestarem assistência pedagógica às crianças inseridas no projecto (essencialmente, nas disciplinas de Português, Matemática e Literacia Financeira) e fundamentalmente servirem de referência para as mesmas.

Público-alvo

  • Toda e qualquer família considerada carenciada
    Critérios de elegibilidade
  • Ter um agregado familiar com rendimento igual ou inferior a 25.000,00 kwanzas por mês ou ter rendimento percapita inferior a 200,00 kwanzas por dia.
  • Residir em áreas consideradas de acção prioritária
  • Ter pelo menos uma criança em idade escolar e a frequentar o ensino básico (1ª até à 9ª classe).
  • Casos excepcionais serão considerados.
  • Os proponentes padrinhos/madrinhas poderão apadrinhar/amadrinhar crianças de famílias conhecidas suas, desde que elegíveis para o programa, bastando para o efeito cadastra-las na base de dados da Fundação.

    Modo de financiamento

    O projecto será financiado com fundos próprios da fundação EDUC e de pessoas singulares ou colectivas que decidam apadrinhar uma ou mais crianças.
    Montante de ajuda às famílias apadrinhadas/amadrinhadas

    O padrinho/madrinha irá ajudar/apoiar mensalmente, a família carenciada, apadrinhando/amadrinhando uma ou mais crianças, com um montante mínimo de 2.500 Kwanzas por criança, sendo que o Coordenador receberá 500,00 kwanzas por cada criança.

    Modo de funcionamento do programa

  • As famílias elegíveis para o pograma serão cadastradas na base de dados da fundação EDUC.
  • Os proponentes padrinhos/madrinhas escolherão, de entre as famílias cadastradas na base de dados da fundação uma ou mais crianças que pretendam apadrinhar/amadrinhar, apoiando-as mensalmente com uma soma monetária fixa, previamente acordada.
  • O contacto dos padrinhos/madrinhas com as respectivas crianças ou família das mesmas, carece de autorização da Fundação EDUC, e quando permitido é regulado pelo documento “código de conduta dos padrinhos”.
  • Cada coordenador de família ou grupo coordenador de família, efectuará visitas mensais às famílias inscritas no programa e sob a sua tutela, prestando-lhes apoios (i) pedagógicos – sobretudo, nas disciplinas de matemática, português e literacia financeira; (ii) informacional – informação útil variada e; (iii) comportamental – conduta ética, moral e cívica.
  • No final de cada visita, um relatório da situação e da evolução da criança será produzido e enviado ao coordenador de zona ou do município com cópia para o coordenador do projecto.
  • Caso o coordenador de família esteja inserido no programa RS Educ-1 nas escolas, para além do relatório mensal da situação e da evolução da criança, deverá submeter trimestralmente ao professor, um documento com a aplicação prática de um dos temas relacionados com a cadeira ( exemplos: abandono escolar e a pobreza; iliteracia e a exclusão social; exclusão escolar e o desenvolvimento socioeconómico sustentado), descrevendo o conceito, causas, consequências, soluções e a contribuição do projecto RS Educ 1 na solução do problema.
  • O professor da cadeira de FAI deverá avaliar a aplicação prática dos conceitos ensinados na aula e ajudar o aluno a preparar o projecto final da cadeira.
  • Cada coordenador de família ou grupo coordenador de família poderá ter sob a sua alçada um número não superior a 15 crianças.
  • Cada coordenador de zona ou do município terá a incumbência de organizar e acompanhar a actividade dos coordenadores de famílias, reportando superiormente as constatações relevantes e enviando mensalmente para a coordenação do projecto, o relatório de situação e evolução da criança, bem como o relatório de situação e de evolução do coordenador de família.
  • Cada coordenador de zona ou de município poderá ter sobre a sua alçada um número não superior a 15 coordenadores ou grupos coordenadores de família.
  • Cessação do acordo entre padrinho/madrinha e as famílias

  • O acordo pode ser denunciado a qualquer momento, bastando para o efeito enviar para a coordenação do projecto ou para a administração da fundação EDUC, uma comunicação escrita manifestando tal desejo.
  • Na eventualidade de atraso superior a 15 dias, no apoio financeiro acordado, a fundação reserva-se o direito de cessar o acordo existente, assumindo ela o compromisso com a família da criança no remanescente do ano escolar.
  • Número máximo de crianças por padrinho/madrinha

  • Uma pessoa singular não deverá ter sobre a sua alçada um número superior a 10 crianças apadrinhadas/amadrinhadas.
  • Contudo, condições excepcionais poderão ser consideradas.
  • Duração do compromisso com a família

    O compromisso do padrinho com a família tem a duração de um ano. O Acordo tem a data de início do mês do primeiro pagamento do padrinho/madrinha e é renovado automaticamente enquanto a família preencher os requisitos de elegibilidade e caso o padrinho e/ou a fundação Educ não manifestem por escrito a intenção de cessar ou alterar o acordo.

    Duração do programa
    Tempo indeterminado.

    Conceitos Essenciais do programa

    Família carenciada – Agregado familiar cujo rendimento é igual ou inferior a 25.000,00 kwanzas por mês ou rendimento percapita é inferior a 200,00 kwanzas por dia.

  • Padrinhos/Madrinhas – Pessoas singulares ou colectivas que se comprometem em apoiar monetariamente uma ou mais crianças carenciadas.
  • Coordenador de família – alunos de referência do ensino médio ou universitário.
  • Coordenador de zona ou município – coordenador responsável pela coordenação dos coordenadores de família nos bairros, comunas ou municípios.
  • Grupo coordenador – um conjunto constituído por dois ou três coordenadores.